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domingo, 4 de abril de 2010

COMO EU CHEGUEI AO VALE DO AMANHECER


Eu, um dia levado por uma grande amiga, cheguei ao "Vale do Amanhecer", "Como paciente".
Exactamente como chegam a maioria das pessoas, que lá chegam, embora haja uma percentagem (mínima) que "chega", por Amor e também por curiosidade (Irei falar mais para diante de uma pessoa que lá eu conheci).
Assisti, pela primeira vez, a uma "mesa evangélica".
E recordo que a minha querida amiga, que me levou até lá, me perguntou;
- Jorge está bem? sente-se bem?
- Ao qual eu respondi que sim...
Até achei na altura um tanto estranho, tal pergunta. Porque eu me encontrava muito bem, parecia que já lá tinha estado a assistir a não sei quantas "mesas evangélicas", aquele cenário todo me parecia familiar.
Usando uma frase "popular", eu me sentia como "peixe dentro de água". É exactamente este o termo que me ocorre aplicar para explicar o meu estado de espírito.
Até que chegou a minha vez de ir falar e ouvir "A VOZ DIRECTA DO CÉU".
Aqui é que as coisas foram bem diferentes...
O meu espanto quando verifiquei que se eu estive de 5 a 10 minutos com a "Entidade de Luz", foi muito, eu acho até que nem foi tanto tempo.
Porque fiquei muito nervoso, e quase nada consegui falar. As palavras não me saiam da boca. Lembro que cheguei a dizer que nada tinha para falar, enfim uma atitude própria de quem não estava habituado. Ainda hoje me recordo tão bem, desta minha primeira passagem, pelo "Vale do Amanhecer", que ao recordar sorrio sempre.
Mas, também me recordo que apesar do tão pouco tempo que estive nos tronos, eu estava radiante, feliz como nunca, e só ansiava querer voltar lá o mais depressa possível.
O que veio acontecer no próximo dia de trabalhos, que na época (2007) era só uma vez por semana aos sábados.
Daí para cá foi uma caminhada normal...
Recebi o convite (três sábados seguidos) da Espiritualidade.Aceitei.
E foi a opção mais acertada que eu tive nesta actual encarnação.
E enquanto eu tiver forças para caminhar, caminharei no sentido da evolução.
Recordando-me sempre que é trabalhando na "Lei do Auxílio", é assim que verdadeiramente se consegue evoluir, seguindo pela "Porta e caminho estreito" de volta ao "Pai".
(O principio superior de todos os missionários é o trabalho).
Foi assim que os Mentores me ensinaram e (Ensinam).
É assim que eu me guio, dentro da minha conduta doutrinária.
Como eu disse (Escrevi) mais acima, nem só pessoas como "Pacientes" e por "Amor", é que chegam ao "Vale".
Eu nas minhas primeiras semanas de "Paciente", conheci uma senhora D.ª O......., que estava lá só por curiosidade.
Ela tinha cerca de 30 anos de espiritualidade. Aliás foi o motivo pelo qual um dia abandonou toda a família (Marido e filhos), e refez a sua vida sozinha. Não aceitavam o seu modo de "estar" na vida.
Ela própria dizia á família que não era deste "Mundo". que o seu "Mundo" era outro, o que não foi aceite pela família.
D.ª O......., era e é uma estudiosa da espiritualidade. Visita tudo que acerca de espiritualidade diz respeito. Basta ter conhecimento de que na morada "X" se pratica a espiritualidade, para ela se deslocar. Diz ela que é para aprender mais, para evoluir nos conhecimentos, sobre o Mundo Etérico.
E Eu, ainda me lembro de a convidar muitas vezes para fumar um cigarro e assim poder ouvi-la falar. Mais de metade das coisas que ela falava eu não entendia absolutamente nada...
Muitas vezes com vergonha lhe ia dizendo que estava a entender, mas mais tarde já lhe estava a telefonar para lhe dizer, que não tinha percebido isto e aquilo.
Eu hoje acho bastante "Giro", como ela sempre esteve com disponibilidade para me ensinar. E não era fácil, porque ela com muitas pessoas não queria sequer conversa.
Algumas vezes ela me dizia (E era nessas alturas que eu ficava "Fulo"), ... Lá mais para frente eu te explico isso melhor.
Imaginem eu querer saber tudo de uma vez e ela me responder assim, como eu ficava...
Hoje não só lhe dou razão, como a compreendo muito bem. Não podemos saber tudo de uma vez só.
Parafraseando nosso querido Presidente... Saber muito de uma só vez, só nos vai prejudicar, porque nos vai entupir, ou seja confundir ainda mais.
Para terminar dizer que esta minha amiga ao fim de várias semanas, depois de ser atendida chegou cá fora, e me disse que não mais voltava ao Templo, e de facto foi verdade porque nunca mais a vi lá.
Aproveitei para lhe perguntar qual o motivo, ao que ela me respondeu...
- Jorge como tu sabes eu cá só vim por curiosidade, e a espiritualidade sabe. Neste ultimo trono que estive a "Entidade de Luz", me disse... Minha filha, tu vens aqui só por curiosidade. Tens bastante sabedoria. Sabes muito sobre o que é o Mundo Etérico, mas não estás aqui a fazer nada...
Ao que a minha amiga D.ª O......., respondeu... É verdade Vovó, e não mais cá voltarei, porque como a minha querida Vovó sabe o motivo da minha vinda aqui, é realmente eu aprender mais sobre o vosso Mundo.
E assim fez não mais lá voltou...

1 comentário:

  1. Olá querido amigo e irmão Mestre Jorge :)

    Acho um crime não comentar o seu blog. Desde que o iniciou, sempre que posso o venho espreitar com alguma ansiedade, mas infelizmente não tem tido acrescentos nos últimos tempos, o que é uma pena pois tenho-me deliciado e aprendido a ler cada pormenor de cada publicação.

    Acho extraordinário o facto de se ter sentido em casa no primeiro momento em que pisou o solo da nossa casinha. Isso é algo muito bonito. Eu confesso que ao princípio estranhei um pouco... O pior mesmo foram as roupas, a corte e decorações pareceu-me um figurino saído de um carnaval e todo aquele ambiente místico deixou-me de passo atrás. Mas foi quando me sentei nos tronos que as águas acalmaram e as cavernas do coração se abriram, a partir daí o exagero que os olhos viam foi substituído pela ternura e dedicação que os olhos não viam, e até hoje continuo em frente nesta jornada.

    Mas até chegar ao Vale foi um castigo... Antes percorri outros trilhos espirituais, o espiritismo puro, conheci outros mestres que foram tão ou mais imensos do que os que conheço agora. Mas esses tempos findarão e a minha família ficou sem rumo espiritual até o meu pai encontrar a nossa casinha de agora. Nesses tempos o meu pai bem me tentava falar sobre a casa e me convencer a vir, mas o quê, eu era pedregulho firme e teimava sempre com ele sobre o assunto. Quando ele me falava em tronos e caboclos, eu imaginava sempre o pior dos cenários fantasiosos e na minha cabeça não fazia sentido nenhum. Os anos passarão e a vida encarregou-se de me guiar onde era suposto eu ir, eu antes dizia sempre "não vou nem que me aconteça algo do piorio", não imaginei era a hipótese de ir por alguém que amasse, e foi precisamente isso que me arrastou a ir nessa altura, e o resultado foi um amor à 2ª vista que nunca mais cessou.

    Este é o meu contributo muito resumido sobre a minha história, uma forma de dizer obrigado por poder ter ouvido/lido a sua história também.

    Sobre a senhora que conheceu no Vale e que era pesquisadora de espiritualidades, sobre isso aprendi uma lição: no que toca a espiritualidade, o que mais importa não é tanto aquilo que sabemos ou conhecemos sobre o assunto, mas sim aquilo que aprendemos com a espiritualidade e pomos em prática no sentido do bem. Tal como disse muito bem, o trabalho é mesmo a maior força de um missionário. Conhecer é importante, para compreender, mas mais importante ainda é criar, edificar, fazer. O resto virá depois, quando a cortina do corpo se erguer compreender a espiritualidade vai ser muito mais fácil, o que não vai ser fácil vai ser olhar para a caminha que deixamos atrás na terra e enfrentar os tempos inúteis e de ociosidade que deixamos por preencher no sentido do bem.

    Desculpe o testamento de palavras e as filosofias que vieram por arrastão, mas era merecido comentar o seu blog, obrigado por cada publicação e por cada palavra, foi um gosto poder crescer com cada uma. De tempos a tempos virei sempre cá dar uma espreitadela, já está adicionado à minha lista de tarefas virtuais a realizar ;)

    Um abraço imenso para si e para os seus deste amigo e irmão de jornada, felicidades na sua alma :)

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