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terça-feira, 8 de junho de 2010


Condessa de Natanhy.jpg



A história da Condessa de Natanry, ou Condessa
Natarry,

começa antes do episódio da Queda da Bastilha, marco

da Revolução Francesa, entre o fim do século XVIII e início do

século XIX. Revolucionários que não concordavam com o regime

monarquista na França entravam nas casas dos nobres,

cometiam atrocidades, assassinavam as pessoas, marcavam

essas casas com cruzes de sangue.

Segundo relatos, Tia Neiva dizia que a Condessa era

uma mulher rica, poderosa, altiva e era muito influente na

sociedade francesa da época, porém seu marido foi acusado,

antes da tomada do poder, de fazer parte desse movimento

revolucionário. A condessa assistiu ao julgamento de seu marido

e mesmo com todo o seu poder e influência, o mesmo foi condenado

à morte, apesar de ser inocente. A partir deste dia, por causa

dessa injustiça, ela mudou seu comportamento e começou a

participar de todos os julgamentos que aconteciam naquela época,

lutando para que a justiça sempre prevalecesse.

No astral superior, quando um espírito se desvia do

roteiro traçado para a sua vida na Terra, existe um julgamento,

chamado de Leilão, que ocorre quando os mentores daquele

espírito, em conjunto com altas entidades, julgam se devem ou

não desencarná-lo, pois aquela conduta desviada pode acarretar

ainda mais desatinos ao seu carma. Quando a Condessa

desencarnou, a espiritualidade a colocou junto aos Leilões. Ela

ainda se veste de preto devido ao seu papel de “testemunha dos

tempos”, como também por ter sido viúva de um homem

injustiçado. Hoje é uma entidade de altíssima hierarquia e teve

várias encarnações junto aos Jaguares.

No ano de 1982, por determinação de Pai Seta Branca,

Tia Neiva iniciou o trabalho de Julgamento. Preparou, então, a

representante da Condessa Natanry, na qualidade de testemunha

dos tempos vividos pelos Jaguares, figura que tornou-se

obrigatória nos Julgamentos e Aramês, perante a qual os

prisioneiros e prisioneiras devem passar e prestarem reverência

antes de retirarem suas atacas e exês, pois representa o espírito

da justiça zelando pelo cobrado e pelo cobrador. A primeira Ninfa

preparada para representar a Condessa foi Teresinha Bastos,

que assumiu esse papel nos primeiros rituais.

Hoje, a Ninfa Normanda Zelaya é a responsável pelas

representantes da Condessa, conduz a escala e é quem presta

todas as orientações necessárias.

Ser representante da Condessa Natanry é ter o

compromisso de zelar pela sua conduta e equilíbrio perante o

corpo mediúnico, tornando-se um referencial positivo para seus

irmãos e irmãs da Doutrina do Amanhecer. Importante lembrar

que as representantes não são uma falange missionária

específica, podendo pertencer a qualquer outra falange.

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