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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Entrevista dada pela minha Mãe, nossa Mãe Koatay 108

Não resisto a publicar, uma entrevista dada pela minha Mãe, nossa Mãe Koatay 108 a um jornal do Brasil em 10/08/1985




O amanhecer de Tia Neiva






Um psiquiatra assustado, um ônibus no rumo do desastre. Assim, a caminhoneira

trocou

a poeira da cidade em construção pela calma do vale que já abriga cinqüenta mil médiuns.

(Entrevista de) - MARILENE ANNA GALEAZZI

O psiquiatra estava sentando no rústico

consultório do hospital de madeira construído

junto ao acampamento do I.A.P. I. O único

que existia nestas plagas onde Brasília estava

nascendo, de um parto acelerado, das mãos

dos operários e da poeira vermelha. O sonho

de alvorada centro-oestina havia enlouquecido

alguns sertanejos. Eram casos raros no

meio de tanta esperança. Daí a presença de

um psiquiatra. Talvez a bela morena, uma

quase cigana de pele trigueira e olhos profundos,

fosse mais um caso de delírio. de fácil

diagnóstico. Afinal de contas no final dos

anos cinquenta a mulher que assumira uma

profissão pioneira em todo o Brasil: a de caminhoneira

que cortava as estradas do País

no seu “Internacional”, com isso já mostrava

que as coisas não andavam bem pelo lado

de sua cabeça e de seu coração. É realmente

não andavam. Neiva Zelaya, a viúva caminhoneira,

abriu o jogo para o psiquiatra:

“Acho que estou com estafa, tendo alucinações,

vendo espiritos e o pior é que estou

ouvindo tudo”. Quando o médico que atendia

Neiva a pedido de Bernardo Sayão, com quem

o marido dela havia trabalhado, tentava lhe

explicar que se tratava de um caso tipico de

pessoa que está trabalhando demais. Neiva

viu alguém surgir atrás de um biombo e inciar

um diálogo com ela. O médico prestou atenção

no diálogo, que girou em torno de assuntos

que ele conhecia muito bem. Coisas familiares.

Tratava-se de seu pai. Só que ele havia

falecido há algum tempo. Foi a partir deste

momento que a motorista profissional se

transformou na clarividente “Tia Neiva”, já

conhecida pelos quatro cantos do mundo, e o

médico tomou umaa decisão inesperada. Depois

de ficar lívido de espanto, apanhou seus

objetos, fechou o consultório, deixou Brasília

e nunca mais se ouviu falar nele.

- Para quem nasceu de uma família religiosa,

nordestina, com padres e freiras,

o começo deste trabalho espiritual

deve ter sido muito dificil. Não foi, Tia

Neiva?

Tia Neiva - Foi sim. Eles não gostavam de

“macumbeiros” e nem de mulheres independentes.

Só pela minha ousadia de ser uma

viúva que queria viver sua própria vida já

haviam me expulsado de casa uma vez.

- Que dizer que antes de todo este trabalho

espiritual, a decisão de ser caminhoneira,

principalmente em se tratando

de uma viúva jovem e bonita, custou

muito caro para a senhora?

- Tia Neiva - Custou, mas valeu a pena. Eu

sabia, eu sentia que tinha proteção de Deus.

Eu sempre me considerei uma boa motorista.

Dirigi por várias estradas deste Brasil. Naquela

época, os carros não tinham a mecânica

de hoje e nem as estradas eram pavimentadas,

a não ser umas poucas, nos troncos

principais. Por isto, eu era respeitada pelos

meus colégas. Justamente por ser considerada

boa motorista e boa companheira.

- Dá para falar um pouco de sua atuação

como motorista, na época em que

Brasília estava sendo construída?

- Tia Neiva - Meu carro, um internacional,

estava fichado na Novacap e as tarefas eram

sempre variadas. Mas sempre elas começavam

cedo e não era raro eu estar na rua às 5

ou 6 horas da manhã, com a carroceria cheia

de candangos para serem levados para os canteiros.

Trabalhávamos muito e, naquela época,

a gente tinha que dirigir devagar. O movimento

do Núcleo Bandeirante era intenso, as

ruas muito cheias de buracos e o povo muito

descuidado. Tenho recordações cheias de

amor daqueles tempos prioneiros.

- Os pioneiros que a conheceram naquela

época ainda lembram de muitas

histórias que contavam a seu respeito.

Entre outras coisas, a de que a senhora

tinha contatos com espíritos, enquanto

dirigia seu caminhão. Dá para falar sobre

isto?

- Tia Neiva - Na realidade eu já estava recebendo

mensagens e mantendo contato há algum

tempo. Coisas que me deixavam, ainda

por falta de maiores esclarecimentos, muito

perturbada. Um dia, dirigindo perto da construção

do Brasília Pálace Hotel, fui sacudida

violentamente oelo meu filho, a única pessoa

que estava comigo na cabine do caminhão.

Ele achou que eu estava delirando, já

que mantinha diálogo com uma pessoa invisível.

Esta pessoa me mandava, com maior

urgência, para casa, onde uma mulher necessitava

do meu socorro. Eu tentava argumentar

e relutava em não ir. Mas fui, e tudo aquilo

que o ser invisível para meu filho me falou,

realmente aconteceu. Isto foi o inicio de

uma série de fatos deste tipo.

- E a história de que a senhora previu o

acidente de um ônibus na Cidade Livre

e de que salvou a vida de duas pessoas é

verdade?

- Tia Neiva - É, e realmente se trata de uma

das coisas mais fantásticas que aconteceram

comigo. Um dia, depois de pensar que tinha

passsado com meu carro em cima duas pessoas

- que na realidade eram dois espiritos - fui

a um posto de abastecimento que ficava junto

aum restaurante de um casal de japoneses,

meus amigos e velhos conhecidos. Pedi ao

lavador do posto para dar uma lavada no rápida

na corroceria e no chassis, enquanto bebia

um café, fumava um cigarro, recostada no

batente da porta do bar. Do outro lado da rua

observei um homem que trazia na cabeça uma

espécie de televisão. Era um pequeno aparelho,

por onde comecei a ver o futuro imediato.

Entre outras coisas, vi uma moça se aproximando

o que ralmente aconteceu após, e

um grande acidente de ônibus, onde aconteceriam

algumas mortes. Quando vi o ônibus

na minha visão aparecer, saí correndo, me

peguei no braço do desconhecido, sob os protestos

da moça, que um tanto ciumenta tentava

me empurrar. Implorava para que ele

não subisse no ônibus e, no meio de toda esta

confusão, ele realmente nãos eguiu viagem.

Em poucos minutos, aconteceu um grande

estrondo como se fosse uma grande explosão.

No bar, todos ficaram silenciosos. Distante

um quilômetro de onde nos achavámos,

numa curva acentuada, aconteceu o terrível

acidente com o ônibus, cujo trágico saldo foi

de 4 mortos e vários feridos.

- Não era dificil viver assim, tão no meio

de dois mundos?

- Tia Neiva - Foi neste tempo que comecei a

viver no meio de uma multidão silenciosa

que me assistia e de outra barulhenta que me

exigia respostas. A primeira invisivel, estava

sempre me influenciando, ajudando na aproximação

de mundos inesperados, e só Deus

sabia o que chegava ao meu misterioso mundo

interior.

- Desta maneira é que foi chegando a

sua evolução. Foi assim, aos poucos, que

a senhora inicia sua missão?

- Tia Neiva - Mãe Yara, uma das minhas

mentoras, ja havia entrado em contato comigo

para me dizer que sem luta não há evolução.

Ai eu pedi para que ela me ajudasse, me

iluminasse, para que eu fosse exatamente

aquilo que Deus queria. E os meus tristes hábitos,

o que fazer com eles? Foi então que

não era preciso repudiar estes hábitos, já que

o belo é o resplendor do verdadeiro. Ela me

dizia: Não saia de você mesma, seja natural,

ame o que sempre amou e recuse o que sempre

recusou. A única diferença, Neiva, é aprender

e tolerar os seus amigos, até que você se

faça acreditada. Este será o período mais

dificil de sua missão, porém, só Deus conhece

Deus.

- A a senhora realmente se tornou uma

pessoa acreditada. É só ver o Vale do

Amanhecer nestes anos todos. Ou seja

em 16 anos, tão poderoso, tantas crianças

abandonadas e tantos médiuns.

Como funciona isso aqui?

- Tia Neiva - Aqui moram em torno de 3.500

pessoas. O Vale do Amanhecer, esta comunidade

religiosa que é visitada por pessoas de

todas as partes do mundo, já tem mais de 50

mil médiuns. No Brasil inteiro, os médiuns

seguidores da Doutrina do Vale do Amanhecer

já somam o número de 100 mil. Atualmente

temos 42 templos espalhados pelo

Brasil, todos funcionando sob a coordenação

dos Templo do Vale, que é dirigida pelo meu

filho Beto Zelaya. Temos muitas crianças

abandonadas vivendo em nossa comunidade.

Algumas são encaminhadas pelos juizado de

menores. Todas criamos com muito amor e

elas são, na verdade, a razão de nossa grande

alegria.

- Tia Neiva, a senhora é uma clarividente

e, segundo vários estudiodos do

assunto, possivelmente seja a única do

mundo nos dias atuais. O que é exatamente

uma vidente?

- Tia Neiva - A clarividente é uma pessoa que

tem cosnciência simultânea em vários planos.

Enquanto a pessoa está aqui, consciente,

pode estar em outro plano também.

- Quer dizer que a senhora, para fazer

os seus trabalhos, não precisa mais

encorporar?

- Tia Neiva - Não, eu não encorporo, Trabalho

completamente cosnciente.

- E esta história que corre pela cidade

de que a senhora possui um lugar onde

desceriam naves e que mantém contatos

com os extraterrestres, é verdade?

Se for, conte direitinho esta história

para a gente.

- Tia Neiva - Ha muitos anos mantenho contatos

com as “Amacês”, que a maioria das

pessoas chama de naves espaciais. Três vezes

por dia elas chegam junto a “Estrela Candente

do Vale”, é um templo aberto, para nos

ajudar. Os seres que estão nelas deixam as

energias boas e levam as as energias e os

espiritos negativos. Não me considero uma

ufóloga, nem uma parapsicóloga. A coisa, a

nível de extraterrenos, existe, mas não é da

maniera que se fala. É um fenômeno etérico.

Só vê quem tem o poder de enxergar em outras

dimensões.

- As suas previsões são famosas. Duas

delas, inclusive, mereceram destaque na

Imprensa de sérios países: a descoberta

do ouro em Serra Pelada e a Guerra nas

Malvinas. O que a senhora tem a dizer

agora sobre a AIDS, esta assustadora

doença que virou a sombra da morte para

a humanidade?

- Tia Neiva - É mais uma manifestação da lei

de causa e efeito. A lei do retorno. Jogar a

bomba atômica em Hiroshima não foi bom

para a humanidade. Tudo o que se faz, se

recebe de volta.

- Com isto a senhora está querendo dizer

que os americanos serão, em maior

número, as grandes vitimas da AIDS?

- Tia Neiva - Eu apenas quero dizer que não

foi positivo jogar a bomba atômica em

Hiroshima. Aquele povo sofreu muito. A lei

de causa e efeito tem se manifestado muito

nestes tempos em que se aproxima o Terceiro

milênio.

- Que dizer que a AIDS não tem cura,

Tia Neiva? Quer dizer que o homem está

condenado?

- Tia Neiva - A AIDS, antes que se espera, vai

ter cura. Cienstistas já estão trabalhando para

isto.

- A senhora concorda com as pessoas

que afirmam que a AIDS é transmitida

pelo contato sexual? A senhora sabia

que, por causa disto, já estão provando

que, em várias partes do mundo, está

diminuindo o relacionamento sexual

entre as pessoas?

- Tia Neiva - Isto não é verdade. Em alguns

casos pode ter havido coincidência. O que

está havendo mesmo, é um pânico geral, igual

ao que aconteceu no caso do herpes nos Estados

Unidos, em outras épocas. Eu afirmo

que, mais do que a AIDS, uma outra doença

vai preocupar a humanidade. Eu já falei sobre

esta ela nos anos sessenta e em recentes previsões.

Ela vai ser transmitida por uma fruta.

Quem comer desta fruta, vai se tornar transmissor.

- Voltando aos AIDS, já tem cura para

ela no Vale do Amanhecer?

- Tia Neiva - O que eu posso dizer é que na

época em que aconteceu uma verdadeira epidemia

de meningite nenhum de nossos cinqüenta

mil médiuns foi atacado por ela. Rezamos

muito, fizemos trabalhos e fizemos

muita defumação. Agora mesmo estamos recebendo

ordens dos nossos mentores para

vermos, a partir da próxima semana, o que

poderemos fazer em relação a AIDS para defender

nossa gente. O importante é ter fé,

amar a Deus e ao próximo. A lei do amor e a

proteção de Deus tudo se resolve. Mas, de

uma vez por todas, a história da AIDS não é

exatamente o que dizem. Vai ter cura. Tudo

será resolvido e é bom as pessoas terem

cosnciência e calma em relação a este asusnto

que já está virando uma neirose mundial.

- Todo ser humano, seja homem ou mulher,

faça o tipo de trabalho que fizer,

sempre, geralmente para obter sucesso

conta com um companheiro ou companheira.

A partir de que Mário Sassi, seu

atual marido, entrou na sua vida, o que

ele representou para toda esta obra?

- Tia Neiva - Tudo. Se não fosse ele, não

existiria o Vale do Amanhecer. Eu sou missionário

e ele ajudou a segurar a barra, que foi

pesada. Ele sabe as coisas que se passam comigo.

Ao nos olharmos, sem dizermos uma

palavra sequer, estamos nos comunicando.

Nós tinhamos encontro marcado. Tinhamos

que nos unir para este trabalho.

- Tia Neiva, como a senhora consegue

viver apensa com um terço de um pulmão

e diretamente ligada a uma máquina

de oxigênio, onde chega a consumir

dois litros por hora? De onde vem

tanta energia? Quem é este seu Deus?

- Tia Neiva - Vivo assim há muito tempo e

continuarei vivendo até quando Deus quiser,

enquanto meu pai Seta Branca precisar de

mim aqui para este trabalho. A força que me

move é a força do amor, que é a energia que

resolve todos os problemas, a energia que

transforma o mundo. O meu Deus é o Deus

Hieroglifico. O poder supremo que está em

todas as coisas. Neste planeta, nas plantas,

no aroma das matas frondosas, no mar, no

espaço, nas estradas, na porta estreita da vida,

na dor e no fundo do nosso coração. O Deus

que mostramos aqui no Vale do Amanhecer,

na preparação do homem do Terceiro Milênio.

Um Deus que quando as pessoas encontram,

não conseguem mais viver sem ele.

Um infinito caso de amor

.

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